O Jornal Correio resgata momentos marcantes de Itapetininga, relembrando reportagens publicadas há duas décadas. Nesta semana, revisitamos a matéria “Projeto da Prefeitura prevê câmeras de vigilância nas ruas”, de 2006, que falava sobre o Projeto de Lei, onde o município teria um investimento de cerca de R$ 850 mil para 48 câmeras de segurança na área urbana.
Projeto da Prefeitura prevê câmeras de vigilância nas ruas
A cidade deverá ter 48 mas de vigilância instaladas em pontos estratégicos da área urbana. A prefeitura gastará cerca de R$ 850 mil vindos de recursos próprios.
De autoria do vereador Hiram Ayres, o projeto foi apresentado à câmara há dias, sendo aprovado por unanimidade. Entretanto, o vereador considerou alto o valor apresentado pelo executivo. “Acho que o valor apresentado pela prefeitura é alto sendo buscar esclarecimentos sobre os custos junto a administração pública”, ressaltou. De acordo com Ayres, ele se inspirou em projetos semelhantes já em funcionamento em cidades como Vinhedo e Campinas que tiveram redução da criminalidade, contou o vereador.
Outro ponto que deverá ser questionado é a abertura de concorrência pública para a aquisição das 48 câmeras e implantação da parte de monitoramento.
Sobre isso, a assessoria de imprensa da prefeitura expõe que “somente após o término do projeto será definida a forma da sua viabilização, já que o mesmo também poderá ser feito através de parceria com o setor privado”, em nota. A prefeitura também justifica que o custo, oito vezes mais caro que, por exemplo, a cidade de Cerquilho, onde foram gastos R$ 100 mil, deve-se à tecnologia e número de câmeras previstas. Em Cerquilho, o monitoramento é feito com nove câmeras e sistema via rádio.
População dividida
A população parece dividida sobre a necessidade de um investimento tão alto. Para André Figueira, motorista de táxi, a ação pode ser boa para melhorar a segurança. Porém, Glauciana Maria Marques, auxiliar de escritório, considera que há outras prioridades para a cidade. “A idéia não é ruim, mas acho que tem outras prioridades, como o acerto do trânsito, melhor sinalização, instalação de radar, entre várias”, disse.
A munícipe Lúcia Aparecida também tem a mesma opinião.”A cidade não tem calçamento, não tem pavimentação, existem coisas mais importantes no momento”, falou. O vereador Wilson Batista Junior acredita que o projeto seja importante, mas pode haver outras ações mais prioritárias, “como a criação da guarda municipal, por exemplo, expôs. A prefeitura justifica que as câmeras poderão inibir a ação de criminosos e de vândalos, além de facilitar o atendimento a vítimas de acidentes e emergências médicas, na parceria entre o sistema público de saúde e a Polícia Militar. Para o 1º comandante da Companhia de Itapetininga, Osiris Forte Junior, o sistema vai auxiliar “no aspecto preventivo de preventivo de segurança” com o monitoramento dentro do quartel. Entretanto, os níveis de criminalidade já tiveram uma sensível redução antes mesmo da instalação do circuito. Segundo dados da PM, no primeiro trimestre deste ano foram registrados 483 furtos e 72 roubos, contra 498 e 112, de 2005. O número de homicídios chegou a quatro nos dois períodos.
Como será o monitoramento
Em fase de finalização, o projeto prevê a instalação dos equipamentos, até o final deste ano, em nove trevos, nas proximidades da Estação Rodoviária, Cemitério Municipal, SOS – Serviço de Obras Sociais – e nas ruas Campos Sales, Virgílio de Rezende, José Bonifácio, Monsenhor Soares, Hospital Regional e Avenida Peixoto Gomide. Segundo a prefeitura, são locais com grande fluxo de veículos e de pessoas. Na primeira etapa, está prevista a colocação de câmeras no trajeto entre o Paço Municipal e a praça da vila Rio Branco. A fibra óptica deverá cortar a cidade de leste a oeste, sendo prevista, posteriormente, a ampliação no sentido norte-sul e a criação de uma rede de transmissão de dados, interligando órgãos públicos municipais.
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