A sindicância instaurada pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapetininga para apurar a denúncia de um jovem de 22 anos que afirma ter sido agredido por agentes da corporação durante uma abordagem foi arquivada após a investigação interna concluir que não foram constatadas irregularidades na atuação dos guardas envolvidos.
O procedimento administrativo havia sido aberto após a denúncia do jovem. Segundo a família, ele permaneceu internado por cinco dias, perdeu a visão de um dos olhos, sofreu fraturas no rosto e apresentou diversos hematomas pelo corpo.
A decisão consta na Portaria GCM nº 16/2026, publicada no Semanário Oficial Eletrônico do município em 13 de junho.
De acordo com a publicação, a apuração foi instaurada para verificar as circunstâncias e a regularidade da ocorrência registrada na madrugada de 29 de março. Após análise realizada pela Corregedoria da GCM, não foram identificados elementos que comprovassem a prática de infração disciplinar ou qualquer desvio de conduta por parte dos servidores envolvidos.
A portaria ressalta, no entanto, que o procedimento poderá ser reaberto caso surjam novos documentos, provas ou indícios relacionados aos fatos.
Relembre o caso
Conforme boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, o jovem relatou que foi abordado por guardas municipais na Rua Coronel Afonso, na região central da cidade, e posteriormente colocado em uma viatura. Segundo seu relato, ele teria sido levado a uma área de mata, onde sofreu novas agressões.
A mãe do jovem afirmou ao Jornal Correio que imagens de câmeras de segurança mostrariam o momento em que o filho é colocado na viatura da GCM. Ela também contou que ele teria sido encontrado desacordado em uma área próxima ao bairro Chapadinha e encaminhado para atendimento médico.
Questionada sobre os motivos do arquivamento e sobre as conclusões da sindicância, a Prefeitura de Itapetininga informou apenas que, “de acordo com Decreto Municipal que institui o Regimento Interno da Guarda Civil Municipal é permitido o acesso aos autos somente às partes envolvidas e seus procuradores”.
O caso também é investigado pela Polícia Civil. Em abril, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou ao Correio que a vítima já havia sido ouvida e que a Polícia Civil estava colhendo os depoimentos dos guardas municipais que atuaram na ocorrência. Na ocasião, a pasta também informou que aguardava a conclusão dos laudos periciais para dar continuidade às investigações.
Nesta semana, a SSP-SP informou que o caso segue em investigação e que, por ora, não há novidades sobre o andamento do inquérito policial.
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