Na última segunda-feira chuvosa, os itapetininganos (mesmo aqueles que não gostam de futebol) receberam os nomes dos jogadores que foram convocados para honrar a seleção brasileira que disputa a Copa do Mundo de 2026, em junho-julho, em três países: México, Estados Unidos e Canadá. A final será nos Estados Unidos. A partir da comunicação (17h em diante), não deu outra. Os meios de comunicação de massa esgotaram o noticiário sobre o fato da escolha dos jogadores (e continua fazendo).
Entre as polêmicas, a principal seria a convocação do Neymar, ou não. Desde 1º de janeiro de 2026, acordamos com as buzinas em nossos ouvidos anunciando a Copa. Principalmente a Rede Globo, que tem os direitos de transmissão para o Brasil com fortes patrocinadores, como o daquela marca de cerveja que são oferecidas a todo momento pelos personagens da publicidade.
Caso a seleção brasileira de futebol seja a campeã (o que não acontece desde 2002), a festa será grandiosa. Três dias de comemoração em solo brasileiro, por aí, e adeus trabalho nestes dias. E tome comemoração (muitas vezes forçadas), comandadas pelos meios de comunicação. Afinal, muitos adultos hoje nunca viram e tiveram o sabor de ver a camisa amarelinha campeã. Da última vez até hoje, houve uma seca aqui de títulos mundiais, inclusive anos atrás, com a Copa disputada no Brasil e aquele vexame do 7×1 no jogo contra a Alemanha, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A vergonha foi tanta que tal jogo nunca aparece nos meios de comunicação de massa. Parece até que não foi aqui.
A CBF dessa vez contratou Ancelotti, técnico italiano renomado na Europa, e agora renovou o seu contrato até 2030, com um pagamento mensal de R$ 5 milhões. O Brasil não é o favorito para vencer o certame. Melhor assim, porque não cria falsas expectativas no povo. Aconteceu isto com algumas seleções, principalmente de 1958, quando inesperadamente tornou-se campeão na Suécia, mostrando um futebol nunca visto no mundo (de acordo com os críticos europeus). E nesta Copa, o mundo conheceu Pelé (depois da vitória sobre a Áustria, com um gol dele, de então 17 anos). Numa época que o Brasil só tinha contato com a Copa pela rádio. E os brasileiros comemoravam com a roupa do corpo. Não havia ainda a indústria da amarelinha.
Lembro que tinha a mesma idade dele e escutei a final num movimentado bar (que não existe mais) na rua José Bonifácio, hoje o Calçadão, nesta cidade. E a comemoração foi de uma pureza ímpar… A bandeira, o pavilhão nacional, eram poucas e o pessoal levantava as mãos para cima gritando “Brasil!”, caminhando pela rua Campos Salles em direção a praça Peixoto Gomide.
Também não faltou barulho de alguns fogos de artifício. Era um domingo, 29 de junho de 1958, na tarde.
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