A filosofia é uma ciência e, como tal, possui regras. Temos a Filosofia especulativa e a prática. A Lógica é a parte introdutória, assim temos, como dissemos, a Filosofia Especulativa, Filosofia da natureza que se divide em Cosmologia e Psicologia, temos a Metafísica que se divide em Critica do Conhecimento, Ontologia e Teodiceia. Por fim, a Filosofia Prática, dividida em Filosofia da Arte e Moral. O assunto é longo e exige muito estudo e pesquisa.
Como o objetivo é outro, trataremos da Moral, parte que se refere a Religião e, de um modo particular, ao Culto. A religião tem como pressuposto o culto, porque deve traduzir-se por atos. Logo o culto é um conjunto de ações pelas quais a religião se exprime. Tais atos são internos e externos. Os internos é o culto interior e os externos é o culto particular ou público.
Filosoficamente, devemos fazê-lo: interiormente, pela homenagem de nossa inteligência e o amor de nosso coração. Exteriormente, feito de um corpo e de uma alma unidos em uma mesma natureza. Por fim, socialmente, é o culto público onde todos louvam a Deus, tendo o momento certo de orar, ler a Palavra e pregar o Evangelho.
A oração é o ato pelo qual o ser humano se comunica com Deus. Jesus ensinou a orar, dando aos seus discípulos um modelo de prece, conhecido como a oração do Pai Nosso ou Dominical.
O catecismo de Westminster define a “oração como sendo um santo oferecimento dos nossos desejos a Deus, por coisas conformes com a sua vontade em nome de Cristo, com a confissão dos nossos pecados, e um agradecido reconhecimento de suas misericórdias. Diz ainda que “Toda a Palavra de Deus é útil para nos dirigir em oração”… (Perguntas e respostas: 98 e 99 do Catecismo Menor)
Na Bíblia, há muitas orações. Jesus assim começou a oração sacerdotal: “Pai, é chegada a hora: glorifica a teu Filho para que o Filho glorifique a ti”. Moisés, o cronista da criação, assim orou: “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração”. Só depois de ter exaltado aquele que é o Criador dos céus e da terra, pediu: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio. Volta-te, Senhor. Até quando? Tem compaixão dos teus servos… (Salmo 90) Davi, o segundo rei de Israel, depois que o profeta Natã mostrou o seu pecado, assim orou a Deus: “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e segundo a multidão das tuas misericórdias”. Daniel orava três vezes ao dia. O escritor sacro afirma que ele orava de joelhos e dava graças diante de Deus. Ezequias, rei de Judá, assim orou: “Ó Senhor dos exércitos, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra. Inclina, ó Senhor, os ouvidos e ouve. Abre, Senhor, os olhos e vê e ouve todas as palavras de Senaqueribe as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo…
O que é interessante que não há, na Bíblia, nenhuma oração endereçada a nenhum anjo ou personagem, servo do Deus altíssimo. Todas foram endereçadas ao Criador e, no Novo Testamento, Jesus pediu para que as orações fossem endereçadas a Deus no seu nome. (João 14; 13 e14)
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