Privacidade

A privacidade torna-se, a cada dia, menos prestigiada.
O mundo anda repleto de câmeras e gravadores, cada dia mais potentes e menores. Até nossos quintais acabam filmados, por drones, satélites, aerofotos ou mesmo pela curiosidade dos vizinhos.
Na área da segurança, as filmagens, notadamente em praças e áreas comerciais, auxiliam no esclarecimento e repressão a crimes, de assaltos a furtos, espancamentos e pichações. Atualmente, as câmeras constituem inestimável desestímulo à bandidagem, revelando o fato, autoria e circunstância.
Na seara privada, celulares gravam imagens que podem ser usadas para o cometimento de crimes, como chantagens ou danos morais. A eventual legalidade da filmagem de cenas privadas não autoriza a sua livre divulgação.
Filmes e gravações auxiliam a inibição e penalização de qualquer atitude porventura desrespeitosa e violenta de agentes públicos, notadamente policiais. Em países mais desenvolvidos, viaturas e uniformes já contam com micro – câmeras.
Tais câmeras, contudo, salvaguardam as ações de bons agentes públicos, não raro injustamente acusados. Câmeras documentam culpas e inocências.
O alastramento das câmeras é inevitável e crescente, ainda que cause desconforto aos participantes de qualquer cena. Câmeras postadas na entrada de motéis são pura nitroglicerina.
Câmeras, em pátios e salas de aula, estão contendo as depredações, furtos e violências, no ambiente escolar. Por enquanto ainda são respeitados os banheiros coletivos.
Na política, gravações e filmagens podem cassar candidaturas e mandatos, e reuniões entre corruptos já adotam mímicas, senhas e revistas. As câmeras estão prestigiando até a fidelidade conjugal.
Existem adeptos da obrigatoriedade do uso de capacetes transparentes, até numerados, para a contenção de crimes perpetrados por motociclistas. Prisioneiros domiciliares ou temporariamente libertos andam com tornozeleiras.
Talvez um dia sejamos todos chipados e monitorados, ou andaremos com um código de barras tatuado no pulso.
Permanecem sigilosos apenas nossos pensamentos e intenções, pelo menos por enquanto. É o preço que pagamos, pelo alto e rápido progresso tecnológico, e pouco ou nenhum progresso civilizatório.

Últimas Colunas

A serpente de bronze

A serpente de bronze

- É interessante! Muito interessante! A impressão que se dá e´ que há contradição. Foi assim e dessa forma que...

A convocação

A convocação

Na última segunda-feira chuvosa, os itapetininganos (mesmo aqueles que não gostam de futebol) receberam os nomes dos jogadores que foram...

Filosofia e suas divisões

Filosofia e suas divisões

A filosofia é uma ciência e, como tal, possui regras. Temos a Filosofia especulativa e a prática. A Lógica é...

Vários

Vários

Meu Brasil Brasileiro O programa musical “Altas Horas” comandado por Sérginho Groisman, aos sábados a noite, logo após a novela...

Feliz dia das mães

Feliz dia das mães

Mãe e amor são palavras da mesma classe gramatical. Só que a primeira é um substantivo concreto e amor, abstrato....

Um cantinho, um violão

Um cantinho, um violão

Na tarde fria deste último domingo, três, o melhor era ficar em casa (principalmente para aqueles que tem pavor de...

O coração humano

O coração humano

Na escola, estudando o sistema circulatório, o professor dizia que o coração é um músculo que bombeia o sangue para...

Mistérios

Mistérios

O presidente norte-americano, Donald Trump, precisa escolher melhor a sua segurança pessoal. Até urgentemente. Pela quarta vez o mandatário dos...

Os Peripatéticos

Os Peripatéticos

Aristóteles, o filósofo, por volta do ano 335 a.C., no Liceu, em Atenas, bem como seus seguidores, tinham o costume...

Assine o Jornal e tenha acesso ilimitado

a todo conteúdo e edições do jornal mais querido de Itapetininga

Clube Correio

Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta abaixo


Criar nova conta!

Preencha os formulários abaixo para se cadastrar

Redefinir senha

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.