Os Peripatéticos

Aristóteles, o filósofo, por volta do ano 335 a.C., no Liceu, em Atenas, bem como seus seguidores, tinham o costume de ensinar filosofia, bem como ciência, enquanto caminhavam pelas colunatas do Liceu.

Jesus, quando iniciou o seu ministério sagrado, andando, como se estivesse passeando, chamou os seus primeiros discípulos. Escreve Lucas, no seu evangelho, que chamando Jesus um homem, disse-lhe: “Segue-me. Ele, porém, respondeu: Permite-me primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus”. (Lc. 9;59)

Passeando e ensinando é uma forma de gravar as lições. Eu me lembro, pois vivo na época das saudades, que quando eu saia com os meus alunos, naqueles passeios corriqueiros, procurava ensinar os tipos de árvores, nuvens, bem como os rios, destacando os afluentes de um lado e do outro.

Agora, voltando ao assunto proposto. Já me perguntaram: Como os mortos podem sepultar os seus mortos? Por que Jesus usou esse linguajar tão esquisito?

A explicação é fácil. Paulo, o apóstolo, escrevendo a sua carta para os cristãos de Éfeso, afirma que Jesus nos dá vida, estando nós mortos em delitos e pecados. O ser humano sem Cristo está morto e, embora morto, caminha segundo a inclinação da carne, para o Inferno. É Deus quem o ressuscita juntamente com Cristo. Quem não tem Cristo, portanto, está morto. Está caminhando para o Inferno. Entendeu?

Foi por isso que Jesus, chamando alguns, dizia: Deixa aos mortos, sepultarem os seus mortos. Numa outra linguagem: Deixa aos mortos espirituais, sepultarem os seus mortos fisicamente. Morte é separação. Sem Cristo, está morto. Sem alma, o corpo está morto.

Paulo, ainda, nos conforta, asseverando que estando nós mortos, Deus nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos. Graça é favor imerecido. Ninguém merece, mas Deus é amor. Afirma, ainda, juntamente com Cristo, nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus, para mostrar, nos séculos vindouros a suprema riqueza de sua graça em bondade para conosco, em Cristo Jesus.

Voltando para nós: Estávamos mortos, mas, em Jesus Cristo, temos vida e vida feliz pelos séculos e séculos sem fim.

Louvado seja Deus.

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