No meu curso de Filosofia, sempre coloquei entre aspas certos pensamentos dos filósofos. Estudando a filosofia de John Locke, que estudou na Universidade de Oxford e viveu entre 1632 a 1704, não concordei com ele, quando afirmou que a inteligência humana é, ao nascer, uma folha em branco, isto é, uma “tabula rasa”. Ensinou ele que todas as nossas ideias provêm unicamente pela experiência e esta é dupla, sendo interna e externa. Dizia ainda que pela experiência externa ou sensação, percebem-se os corpos; pela interna ou reflexão, conhecem-se os atos e estados de consciência. Deixando de lado as suas ideias, creio, piamente, que Deus, quando criou o homem, escreveu, nas tábuas do coração, a lei. Creio, ainda, que o ser humano já nasce mau. Os homens gentios, que não possuem leis, mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes, mutuamente, acusando-se ou defendendo-se.…, como afirma o apóstolo Paulo em Rm.2:14. Os recém-nascidos demonstram ódio e raiva, quando o leite materno não sai na regularidade que eles querem. Com o desenvolvimento, já demonstram pelos seus atos aquilo que é certo e errado. Um adolescente de treze anos já sabe muito bem o que é bom e o que é mau, portanto deve ser punido, quanto mais aqueles que já possuem dezesseis e dezessete anos.
As leis, embora eu seja leigo no assunto, mas não ignorante, são fracas, protegendo os filhos não sei de quem…
Logo, o homem não foi criado sem lei. O teólogo, José Borges dos Santos Junior, afirmou: – “O homem perfeito tem a lei escrita, inerente, no seu próprio coração, na sua própria natureza”.
A lei, diz o apóstolo Paulo, serve de guia para nos levar a Cristo. Eis as palavras paulinas: – “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados. Mas depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus”. (Gl.3:24) (Aio é o nome que se dá para o empregado responsável pela educação de crianças de famílias nobres ou ricas. Aio é sinônimo de pedagogo.) Paulo quis dizer que a lei foi um pedagogo para nos conduzir a Cristo, isto é, preparou-nos para recebê-lo como nosso Redentor.) O dicionarista John D. Davis, definindo a palavra “aio”, ainda diz que a lei, como aio, manifestou a justiça divina, convencendo-nos do pecado, obrigando-nos a buscar refúgio contra a ira e maldição divina.
Como seria bom se todos vivessem, obedecendo as normas divinas, já gravadas no coração. Não haveria roubos, furtos e homens, com entendimento, para lograr os outros.
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