Naquele tempo, havia o trampolineiro que, usando uniforme de empresa de ônibus, vendia falsas passagens em feriados prolongados para o viajante que não se encorajava a enfrentar filas nos balcões das rodoviárias. Na hora do embarque, o mico. Do malandro, nem sinal.
Naquele tempo, havia o pilantra que anunciava a venda de um carro zero quilometro a preço de banana porque precisava do dinheiro para resolver um grave problema de doença na família. Pedia apenas o depósito bancário de uma quantia para garantir o negócio…
Naquele tempo, havia o vigarista infame que abordava o garoto de bicicleta nova, dizia que estava promovendo um concurso para escolher e premiar a magrela mais bonita, pedia-a emprestada para uma volta no quarteirão e nunca mais era visto…
Naquele tempo, enfim, havia o vigarista que fazia da arte de enganar os gananciosos o seu modo de vida, algumas vezes atrapalhada por uma prisão, mas que não praticava violência e nem avançava sobre o dinheiro público, pelo que merecia por vezes até mesmo o respeito de policiais.
Pois é verdade que vigaristas como os daquele tempo devem hoje estar aposentados ou então, compulsoriamente, em vias de pendurar as chuteiras, diante de uma poderosa e desleal concorrência: a de alguns ministros e pessoas do primeiro escalão do governo federal, que um depois do outro e por motivos dos mais variados, mas sempre baseados na corrupção, vem de algumas semanas para cá sendo jogados dos seus cargos.
O brasileiro de bem, que nesta altura lembra até com nostalgia dos velhos vigaristas e seus golpes, torce para que a presidente Dilma aposente logo também os trambiqueiros modernos que sugam o dinheiro dos contribuintes através de métodos bem mais sofisticados, arrecadando não as quireras dadas por gananciosos aos guitarristas de outrora, mas milhões em cada golpe aplicado à sorrelfa contra nossos bolsos.
José Crespo
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