– Como se diz: Eu namoro com ou eu namoro a? Foi essa pergunta que Carlos me fez. Antes de responder, cocei a cabeça e respondi, pesando as palavras para não ofender o meu amigo.
– Bem, Carlos, eu posso dizer eu namoro com se eu e mais outra pessoa namorarmos uma terceira. Isso não acontece. Eu digo: eu namoro a, se eu, sozinho, namoro a Mariazinha, entendeu?
Depois, comecei a filosofar, mostrando que a palavra namorar é o começo para uma união conjugal e só começo.
– Na palavra namorada tem embutida o substantivo amor, mas se tirarmos esse adorno da vida, surge a palavra “nada”, que é um substantivo, indicando aquilo que não existe. Ele ficou quieto e eu assumi a palavra, discursando:
– O casamento é fruto do amor, mas do amor sincero, verdadeiro, que tem a sua origem em Deus. É um amor sacrificial, pois deixa pai e mãe para viver para sempre com uma pessoa que é osso de seus ossos e carne de sua carne. O escritor sacro asseverou que o amor matrimonial emana do Eterno e possui as seguintes características: é paciente, é gentil, não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, e por aí vai… (I Cor. 13:4)
O namoro é a primeira etapa de um casamento feliz, depois vem o noivado e, por fim, o casamento. Não existe para o cristão autêntico o “ficar”. Sexo só depois do casamento.
O casamento deve ser feito, como ensina a Bíblia, no Senhor Jesus. Quem é cristão verdadeiro sabe do que estou dizendo.
O noivo deve saber que ele deverá amar a sua esposa como Cristo amou a Igreja, que é a sua noiva. Foi o amor de Cristo sacrificial. Jesus deu a sua vida pela Igreja. Paulo, o apóstolo, exortou: “Vós maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela”. (Ef.5;25)
No namoro um conhece o outro, preparando-se para o noivado e por fim o casamento. Se a jovem chegou à conclusão de que o rapaz não merece o seu amor, ela tem a liberdade para desfazer o namoro. Ninguém é de ninguém. O namorado deve respeitar a opinião da namorada e vice-versa.
Tudo deve ser feito com amor e pelo amor. O escritor sacro afirmou, exortando: “Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”. (Ef. 5;28)
No final eu perguntei: Carlos, você entendeu porque os cristãos são diferentes?
– Ele respondeu: Sim, entendi. Se todos vivessem o Evangelho, não haveria tantos feminicídios, concluiu ele.
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