Diz o ditado popular que no Brasil o Ano Novo começa somente depois do Carnaval (que quase cai na metade de fevereiro). Por isso, o que se realiza em janeiro do novo ano é somente um ensaio do que acontecerá realmente após o período carnavalesco.
E o período carnavalesco foi bom para os que gostam de brincar (como se diz no Rio de Janeiro) ou pular (falado em São Paulo). Quase não choveu, ou se choveu, pelo menos a chuva amainou no momento dos grandes desfiles. E o brilho das escolas de samba cariocas e paulistas deve ter encantado milhões de telespectadores da TV Globo.
Interessante que os primeiros lugares, tanto no Rio como em São Paulo, homenagearam artistas vivos e mortos. Em São Paulo, a Mocidade Alegre homenageou a atriz (já falecida) Léa Garcia, do teatro, cinema, televisão, impondo sua bela negritude no cenário artístico brasileiro. No Rio de Janeiro, o primeiro lugar coube a elegante Viradouro, homenageando seu mestre de bateria “Ciça”, vivíssimo da silva, popularíssimo e respeitadíssimo em todas as escolas de samba carioca.
Outra quase campeã foi a Salgueiro, tendo como tema Heitor dos Prazeres, um dos fundadores das escolas de samba carioca, além de ser pintor primitivo (com quadros em museus europeus), artista de roda, compositor (“Pierrot Apaixonado” com Noel Rosa) e muito mais.
Bem, voltamos ao Brasil, que começou em março de 2026 (pós-carnaval). De início, o julgamento da vereadora Marielle Franco e de seu motorista após muito tempo de investigação. Um crime que abalou o Brasil, para a surpresa dos criminosos. Estes, achavam que Marielle era apenas uma vereadorzinha… Só que não. Era uma mulher de multitalentos e tinha tudo o que um excelente político deve ter: ação convertida para trabalho com os outros, principalmente para as maiorias carentes da metrópole carioca. Seria, certamente, se viva fosse, uma futura candidata ao governo estadual do Rio.
Esta coluna está sendo escrita em 22 de fevereiro e qualquer comentário sobre política internacional é quase sempre temerária depois que Donald Trump apareceu. Tirando a China, Rússia e talvez a Coreia do Norte, todos os outros países deste planeta temem o louro falastrão. Trump muda de ideia a todo instante. Agora, quer porque quer invadir o Irã por causa do seu poder nuclear.
Segundo alguns comentaristas norte-americanos, Trump ameaça o país asiático não para mostrar o poder do exército, marinha, aviação norte-americana, mas sim pelos seus negócios particulares. E como irão se comportar a China e a Rússia caso haja realmente tal invasão?
E o cinema brasileiro continua colecionando prêmios com “O Agente Secreto” do pernambucano Kleber Mendonça Filho e o baiano Wagner Moura. Agora o Oscar nos Estados Unidos, o que não é nada fácil, pois a concorrência é muita. Pelo menos o Brasil ou o “Agente Secreto” pode vencer a numerosa categoria de “melhor direção de elenco”.
















