Começou a campanha

A campanha eleitoral, nos pequenos e médios municípios, segue sua secular rotina.
Mais uma vez, as regras figuram concentradoras de poder. Candidatos de partidos sem grande expressão nacional contam com menor tempo, no horário eleitoral gratuito, e muitos sequer podem participar de debates.
Prefeitos disputam a reeleição no exercício do cargo, emoldurados pelas obras e feitos da administração, tidas como benesses pessoais do candidato. Podem acelerar ou retardar obras, ao sabor do andamento da campanha.
A estranha figura de partidos sem candidatos surge, ridícula, nas mais monstruosas coligações. Coligações só deveriam ser permitidas no segundo turno.
A rigor, partidos sem candidatos deveriam ser extintos. O mínimo que pode ser exigido de qualquer partido é apresentar candidatos e propostas, até para não ensejar a impressão de mera e informal extensão dos principais partidos.
A falta de segundo turno, na esmagadora maioria dos municípios, torna as eleições menos representativas, e algum candidato pode acabar eleito, contra a vontade da maioria dos eleitores.
O imediatismo e a incipiente visão do eleitorado ditam as regras da campanha, repletas de promessas e afagos. Alguns chegam a anunciar que conseguirão a vinda de uma faculdade pública de medicina e a milagrosa salvação do hospital e das estruturas de saúde.
Candidatos podem prometer, a mil eleitores, uma das vinte vagas comissionadas, na prefeitura. Todos parecem saber fórmulas mágicas e fáceis de erradicar os buracos, melhorar o trânsito, extinguir o risco de enchentes e promover o pleno emprego, além de distribuir saúde e segurança.
A mais nefasta figura das campanhas eleitorais ainda é o eleitor, que não percebe o ridículo da mudança de hábitos dos candidatos. Pessoas que passaram a vida toda chutando a Santa, de repente tornam-se fiéis extremados, fazendo o sinal da cruz a cada espirro, paparicando crianças e cumprimentando, sorridente, até postes.
Para que o país tenha algum aceno de mudança, o eleitorado precisa ao menos repelir os sabidamente desonestos. Muitas vezes, a desonestidade pode ser reparada já na declaração de bens dos candidatos, quando inidônea.
Cabos eleitorais e adeptos extremados perturbam o ambiente, com ofensas pessoais e baixarias. Passadas as eleições, os candidatos tratam-se com civilidade, e os cabos eleitorais permanecem brigados eternamente.
Pelos movimentos iniciais das campanhas, nada indica a maior maturidade dos eleitores, mas há a esperança de que a história tenha deixado seus ensinamentos, e desonestos oportunistas, repentinamente simpáticos e empreendedores, terão grandes dificuldades nesta eleição.

Últimas

Começou esta semana a vacinação contra a gripe em idosos e profissionais da saúde

Sábado é dia de vacinação contra a Covid e Gripe

Com a grande adesão da população às repescagens da vacinação contra Covid-19 realizadas aos sábados no shopping de Itapetininga, a Secretaria de Saúde do município decidiu incluir no esquema de...

Vitrine – Realismo

Vitrine – Realismo

A coluna Vitrine desta semana apresenta algumas produções dos alunos do Art Studio & Atelier Henrik Ribeiro.Henrik Ribeiro trabalha há dois anos e meio como tatuador. Ele sempre pensou em...

Confira a programação no aniversário de Alambari

Confira a programação no aniversário de Alambari

A prefeitura de Alambari preparou diversas atividades em comemoração ao 30° aniversário de emancipação político-administrativa. A agenda começou no último sábado, dia 14, com concurso da rainha do rodeio e...

mais lidas

Assine o Jornal e tenha acesso ilimitado

a todo conteúdo e edições do jornal mais querido de Itapetininga