Na primavera, lembranças e esperanças

Embora existam queixas amargas a respeito das circunstâncias atuais do Brasil, da pandemia, das confusões de nosso governo e, também, extensivas à Itapetininga, a primavera chegou há menos de uma semana, aliviando um pouco a angústia de numerosas pessoas.
Indubitavelmente é uma notícia considerada muito boa, uma vez que a vigente estação do ano é algo que satisfaz a “gregos e troianos”, diante das perspectivas que oferece, principalmente na área administrativa da atual prefeita.
Toda população aguarda ansiosamente que ela atente notadamente nas áreas da saúde, educação, transportes e saneamento básico, além é claro com execuções de obras de realce, que venha a destacar o município como um dos melhores do interior paulista. E mais do que isso, que as chuvas da primavera recuperem o nosso Rio Itapetininga.
O surgimento da primavera proporciona alegremente o saudoso perfume das flores de nossa cidade, cultivadas por gentis mãos em quintais das residências, como do ex-prefeito Paulo Soares Hungria ou do também chefe do executivo José Ozi, os belos jardins das moradias nas ruas Benjamin Constant, Campos Sales (como as residências de Waldomiro de Carvalho, Cel. Candoca e outras construções, “todas floridas e perfumadas”, como lembra o comerciante Zecaborba Soares Hungria. “Embora pequenas, a maioria das casas tinha um modesto jardim, com variadas flores, acrescenta a professora Esther Yared Genezine, então moradora no Largo dos Amores, onde seu progenitor Calil Yared era o proprietário do lendário Bar Rodovia, hoje de saudosa memória.
Primavera, o nome de um categorizado bar e restaurante, no Largo dos Amores onde hoje funciona o Banco Bradesco. O estabelecimento pertenceu a Ezequiel Froes, Alcides bicudo, Abrahão Isaac e posteriormente funcionou uma agência de carros e a charmosa “Rainha do Sul”.
Um ponto de taxi, dos mais movimentados da cidade, na rua Júlio Prestes, denominava-se “Ponto Primavera” e, igualmente, nominava uma grande loja da rua Campos Sales. Esse nome, que proporcionava leveza da alma, ao ser pronunciado, era ostentado por uma jovem, então estudante da “Peixoto”, no curso de magistério. Por um capricho divino, tivemos a satisfação de revê-la novamente, e “dissertamos, com certa melancolia dos tempos que se foram”! Na década de 1940, ela foi eleita “Miss Itapetininga”, em concurso realizado pela prefeitura da cidade.
Musas de diferentes épocas, como Adalgisa Scot, Fiúca Alencar, Neusa Braga, Adelaide Vaz da Rocha, Márcia Gavião, Tereza Costa Pinto, Maria de Souza, Anésia Jardim, Deda Moraes e outras de igual encanto, dominavam os clássicos bailes da Primavera no Venâncio “e enlevavam os corações dos jovens da época”.
Em plena primavera, toda Itapetininga vibrava com o florescimento e encanto de diversas árvores transformadas em esculturas, com imagens de animais, figuras humanas ou temas diversos, tornando ainda mais atraente o Largo da Matriz. Esse trabalho artístico era realizado por Alfredo Palma, funcionário da Prefeitura e um artista nato, o nosso Edward Mãos de Tesoura.
Primavera é também doce palavra para músicas, como Primavera de Tim Maia, ou Sol de Primavera de Beto Guedes, ou mesmo dos clássicos, como Vivaldi, que dedicou maravilhosa sonata à esta estação.

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