Piscina ou Aquário

Michele é universitária. Está fazendo o seu último ano de Letras. Gosta de pesquisar e trabalhar com as palavras. Outro dia ela notou que usamos piscina no lugar de aquário e aquário no lugar de piscina. A palavra piscina, explicando, vem do vocábulo latino “pisces” que deu origem a palavra peixe. Aquário vem da palavra latina “aqua”, água, portanto o que chamamos de piscina deveria se chamar aquário.
Ela esteve na igreja e o pregador disse, numa eloquência invejável: – Irmãos, sejamos caridosos, pois o apóstolo Paulo afirmou que a caridade é eterna. ( I Cor. 13:8)
Ela agiu, como os bereianos, e foi examinar o texto citado e leu: “O amor jamais acaba.” Ficou mais confusa ainda. Foi procurar o Rev. Moacir Lobato e ele, com a experiência que tem, disse: Por influência da Vulgata Latina as traduções mais antigas verteram a palavra “ágape” (amor) por caridade. Hoje, como o termo caridade tem o sentido de doações de esmolas, cuidado pelos pobres, enfermos e órfãos, a preferência é para o termo “amor” como tradução do termo grego “ágape”.
O amor é eterno, porque Deus é eterno. O apóstolo João, que é conhecido como a águia do entendimento e a fênix do amor, disse: “Deus é amor”. Deus é eterno, portanto o amor também é eterno. O amor é a essência divina. O apóstolo ainda afirma que “aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.
O catecismo de Westminster assevera que “Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade. Se Deus é eterno e o amor faz parte de sua essência, logo o amor é eterno.
O amor é uma virtude divina e se temos Deus no coração, devemos amar, fazendo caridade, que é seu fruto. A caridade, no sentido mais restrito da palavra, tem uma nobre história no judaísmo e no cristianismo. No judaísmo os pobres, órfãos e estrangeiros tinham o direito de respigar o cereal, a uva e a azeitona.(Le. 19:9,12; 23:22; Deut. 24:19
A função de diácono surgiu para fazer caridade. As igrejas gentílicas doaram uma oferta substancial para ajudar os cristãos de Jerusalém. (I Cor. 16:1 a 3)
O apóstolo Paulo, discorrendo sobre a excelência do amor, concluindo disse: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior de todos é o amor.” (I Cor. 12:31). Deus é amor e foi pelo amor que ele nos salvou da perdição eterna. O amor faz parte da essência divina, portanto que ama é de Deus.
A caridade, no sentido moderno e restrito da lei geral do amor, é uma prova da regeneração e da espiritualidade, porém só a graça divina pode nos salvar.

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