“Pobre futebol, pobre”

Assisti, sábado à noite, no último seis de julho, a partida futebolística entre Brasil e Uruguai, iniciada as vinte e duas horas (horário de Brasília) pela Copa América que está sendo realizada em vários centros dos Estados Unidos. O jogo lá seria iniciado às seis horas da tarde num (belíssimo) estádio encoberto numa temperatura de vinte e dois a vinte e cinco graus. Lá fora, o calor era de quarenta e dois graus (por ai). Cinquenta mil pessoas na assistência (também por ai). Pelos comentaristas da Tv Globo e da Sportv a peleja (como falavam os locutores de rádio nas décadas de quarenta, cinquenta e sessenta) tinha tudo para ser formidável. Afinal a seleção brasileira é sempre protagonista no mundo futebolístico e o Uruguai sempre teve uma “escola de bola”, embora menos que a canarinho, nos últimos anos.

 

Enfim, o Brasil (duzentos e quinze milhões de habitantes e o Uruguai (quatro milhões) iriam ao confronto. A seleção celeste (do Uruguai) tinha uma torcida frustrante alegórica e as câmeras televisivas dos dois canais de transmissão não paravam de mostrar um torcedor uruguaio com o rosto pintado com as cores da bandeira do seu país e no pescoço a pintura de um ano “1.950”. Os mais novos e os nem tantos talvez não tenham entendido. Mas, logo voltaremos ao assunto. Vamos ao jogo em si. Uma decepção. Não agradou a quase ninguém que entende um pouco (ou muito!). A começar dos entendidos do mundo esportivo. Tanto um time como outro não apresentaram nenhuma criatividade, nenhuma jogada digna de nota, nenhum lance que despertasse entusiasmos. No esquadrão tupiniquim nenhum jogador ousou criar uma jogada digna de nota. Para tristeza destes comentários midiáticos brasileiros que querem descobrir o novo Pelé. Muitas vezes exaltam um determinado jogador este mesmo tem uma exibição medíocre. Jogo pesado, faltas de dois a dois minutos, não havendo sequência de jogo e quando haviam eram infrutíferos. Se fosse no Maracanã carioca ou em um enorme estádio paulistano, por certo, haveria uma enorme vaia para os dois times bem entendido. Os expectadores que lotam os estádios norte-americanos não possuem paixão clubística, como os corintianos, são paulinos, flamenguistas e outros. É um pessoal que vai às partidas para torcerem pelos seus países, é lógico. Mas, antes de tudo, vão para fazer festas, confraternizar com outros compatriotas pintar o rosto, levantar bandeira e se possível aparecer num close televisivo.  Não importam tanto com o resultado que um torcedor de um país fica ao lado de torcedor de outro país. Inimaginável num Corinthians x Palmeiras por exemplo. O Uruguai ganhou nos pênaltis. Como poderia ser o Brasil.

 

Pênaltis é sorte e depende muito de quem chuta e de quem tenta pegar. Não é um jogo coletivo. Mas a seleção brasileira merecia ganhar? Não? E nem o Uruguai? Os dois selecionados ficaram devendo. E como! Voltemos agra ao “1.950” pintando no pescoço do torcedor uruguaio. Seria uma provocação. Pois neste ano, no dia dezesseis de julho fatídico para os brasileiros, o Brasil perdeu para o mesmo Uruguai na Copa do Mundo de Futebol realizada no Brasil. E a final no Maracanã, Rio de Janeiro com duzentos mil espectadores presentes (na época ainda não havia televisão) a seleção do país vizinho ganhou por 2×1 conquistando a Taça. Foi uma comoção nacional. Só um exemplo naquela noite de domingo não houve as tradicional giro das moas e moças no Largo dos Amores nesta cidade. A final paralisou o Brasil. E neste 2.024 está fazendo dez anos dos sete a um quando a Alemanha venceu o Brasil em outra Copa do Mundo. Mas a tristeza de 1.950 foi maior. Bem maior. Infinitamente maior.

 

 

Se fato é foco…

O itapetiningano Clovis Domingues que durante muitos anos trabalhou como cinegrafista e editor de imagens na Syllus Eventos – Formaturas, atualmente está morando na cidade de Viana Castelo em Portugal se especializando para se tornar chefe de cozinha.

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