Um ano após a implementação do transporte público gratuito em Itapetininga, moradores da cidade aprovam a gratuidade mas pedem mais melhorias. O ônibus de graça, que entrou em vigor no dia 30 de dezembro de 2023, segue beneficiando os usuários, mas também gera questionamentos quanto à oferta de linhas e horários.
Atualmente, os ônibus atendem 18 linhas na cidade, mas várias delas possuem longos períodos entre os horários de saída. Um exemplo é a linha Vila Célia – Vila Nastri, o ônibus sai da Vila Célia às 8h e só volta a passar pelo bairro às 12h. Na Vila Nastri, os horários são às 9h e depois somente às 13h, sendo o último ônibus em ambos os bairros às 19h.
Rosa Fátima, moradora da Vila Prado, reclama da limitação de horários em seu bairro. “A linha da Vila Prado só passa ônibu às 8h, depois só às 12h. Isso dificulta para quem precisa de mais flexibilidade”.
Situações semelhantes também ocorrem em outras localidades. No distrito do Tupy, após o ônibus das 11h15, o próximo só passa às 18h30. Já no bairro Morro do Alto, o primeiro ônibus do dia passa às 6h, seguido por intervalos de várias horas: às 13h, às 16h e, por último, às 19h20. Esses intervalos longos são uma realidade para outros bairros e distritos que também contam com apenas quatro horários de ônibus por dia. Os horários podem ser conferidos no site da Prefeitura.
Para Maria Aparecida Oliveira, que mora em Angatuba, a gratuidade do transporte tem sido uma iniciativa importante. “Sempre uso o ônibus quando venho para Itapetininga resolver alguma coisa. Tem sido ótimo para nós, uma maravilha. Que continue assim porque ajuda quem trabalha e quem precisa usar e não teria condições de pagar”, afirmou.
Entre os jovens, o transporte gratuito também tem sido importante. Matheus Vinicius Teixeira, morador do bairro Curuçá, afirmou que o benefício facilita sua rotina. “Como eu tenho 17 anos e não tenho muito dinheiro porque não trabalho ainda, ajuda bastante”.
No entanto, Teixeira também aponta problemas de superlotação. “A linha que eu pego é do Tupy e Rechã, e é muito lotada. Se tivesse como melhorar isso, aumentar mais ônibus, seria ótimo.”
Monica Assunção, que mora no centro da cidade e usa o transporte esporadicamente, também destaca a necessidade de melhorias. “É preciso colocar mais linhas, principalmente durante a semana, por causa da lotação e os horários distanciados”.
Questionada pelo Correio, a Prefeitura de Itapetininga não informou o número médio de passageiros por dia no transporte coletivo antes e depois da gratuidade. Também não foram divulgadas informações sobre quais linhas apresentam maior ou menor demanda atualmente, nem sobre possíveis planos de expansão ou melhorias no sistema.
O sistema de transporte público gratuito conta atualmente com 22 ônibus. A gestão municipal informou há dois meses que o custo médio mensal por veículo é de aproximadamente R$ 24 mil, totalizando cerca de R$ 533 mil ao mês. Além desse custo de aluguel dos ônibus, as despesas com combustível e os salários dos motoristas continuam sendo arcadas pela Prefeitura e não estão incluídas no contrato de locação.
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